Comprar o primeiro imóvel costuma misturar alegria e medo. Ao mesmo tempo que a pessoa começa a imaginar a casa pronta, surgem dúvidas sobre financiamento, documentos, cartório, impostos e tudo o que pode acontecer até a entrega das chaves.
Esse receio é natural, principalmente para quem está saindo do aluguel ou da casa dos pais e nunca precisou lidar com uma compra desse tamanho. São muitos termos novos, e histórias sobre obras atrasadas, contratos confusos e gastos que aparecem de surpresa podem fazer o processo parecer mais difícil do que realmente precisa ser.
Segurança, nesse caso, não significa acreditar que nenhum imprevisto poderá acontecer. Significa entender cada etapa, conhecer os custos antes de assumir o compromisso e escolher uma empresa que consiga mostrar o que já construiu, como trabalha e quais documentos sustentam o projeto.
O comprador de primeira viagem costuma se preocupar muito em esquecer um documento. A papelada é importante, mas pode ser organizada com orientação. Um erro mais difícil de corrigir seria escolher um imóvel que não cabe no orçamento, não atende à rotina ou está sendo construído por uma empresa sem experiência suficiente para assumir aquela entrega.
Neste guia, vamos explicar o processo desde a primeira simulação até o registro do imóvel. Você também entenderá como funcionam o desconto de cartório, o ITBI, o FGTS, o financiamento e os gastos que precisam entrar no planejamento. A proposta é transformar uma compra que parece cheia de mistérios em uma sequência de decisões que você consegue compreender.
O que significa a primeira compra de imóvel e por que é um marco?
A primeira compra acontece quando uma pessoa adquire seu primeiro imóvel, seja sozinha, com o companheiro ou com outros integrantes da família. Porém, não existe uma única definição que valha da mesma forma para todos os benefícios.
O desconto de cartório possui suas próprias regras. O uso do FGTS considera critérios relacionados à propriedade de outro imóvel, ao local de moradia ou trabalho e à existência de financiamento habitacional. O Minha Casa, Minha Vida também possui limites de renda e condições próprias. Por isso, ser comprador pela primeira vez não libera automaticamente todos os descontos.
Do ponto de vista financeiro, a compra é um marco porque muda a forma como parte da renda será usada durante muitos anos. Em vez de pagar pelo uso de um imóvel alugado, a família começa a pagar por um bem que poderá fazer parte de seu patrimônio.
Isso não significa que qualquer financiamento seja melhor do que qualquer aluguel. A compra precisa combinar com a renda, com o momento da família e com o tempo que ela pretende permanecer no imóvel. Quando essas condições estão alinhadas, a primeira casa pode se tornar uma base para outros planos, como ter filhos, organizar a aposentadoria ou comprar um imóvel maior no futuro.
A empresa escolhida também influencia essa experiência. A Engelux atua desde 1974 e já entregou mais de 298 empreendimentos e mais de 39 mil moradias. Esse histórico não elimina a necessidade de ler o contrato e analisar a unidade, mas oferece obras prontas, informações e uma trajetória que podem ser pesquisadas antes da decisão.
Para quem está comprando pela primeira vez, essa possibilidade de conferir o passado da construtora é importante. A confiança não precisa nascer apenas da conversa de venda; ela pode ser construída a partir de documentos, projetos entregues e informações que o comprador consegue verificar.
O segredo financeiro: descontos e incentivos para quem compra a primeira casa
Quem compra o primeiro imóvel pode ter acesso a alguns benefícios, mas é necessário entender exatamente a que cada um deles se aplica.
Um dos mais conhecidos é o desconto de 50% nos emolumentos relacionados à primeira compra residencial financiada pelo Sistema Financeiro da Habitação, o SFH. Emolumentos são os valores cobrados pelos serviços do cartório.
A lei não oferece 50% de desconto sobre todos os gastos da compra. O benefício não diminui automaticamente o ITBI, as tarifas do banco, os seguros ou qualquer valor pago à incorporadora. Ele se aplica aos atos de cartório ligados à primeira aquisição residencial financiada pelo SFH.
Além disso, o desconto não costuma aparecer sozinho. O comprador precisa informar ao Cartório de Registro de Imóveis que se trata de sua primeira aquisição e apresentar os documentos ou declarações solicitados.
Por isso, antes de pagar a guia, pergunte diretamente ao cartório quais comprovantes são necessários. Descobrir o benefício depois do pagamento pode tornar o processo de correção mais trabalhoso.
Quem tem direito aos descontos
A Lei de Registros Públicos prevê a redução de 50% nos emolumentos dos atos ligados à primeira aquisição residencial financiada pelo SFH.
Para pedir o desconto, a compra precisa ser para moradia e estar enquadrada no Sistema Financeiro da Habitação. Também deve ser realmente a primeira aquisição imobiliária do comprador para essa finalidade, conforme os documentos e as declarações exigidos pelo cartório.
Quando duas pessoas compram juntas, a situação de cada participante pode ser analisada. Se uma delas já teve imóvel, o cartório deverá informar como o benefício será aplicado naquele caso.
É importante não confundir o desconto do registro com uma redução automática do ITBI. O ITBI é um imposto municipal, enquanto os emolumentos são pagamentos feitos pelos serviços do cartório. São cobranças diferentes e seguem leis diferentes.
A economia pode ser usada para ajudar nos móveis, na mudança ou na reserva da família, mas o valor deve ser confirmado antes de entrar no planejamento. As tabelas de cartório variam conforme o estado e o preço da compra.
Planejamento financeiro sem sustos: orçamento, simulações e reservas
Uma compra bem organizada começa antes da visita ao decorado. A família precisa saber quanto ganha, quanto já gasta e quanto consegue pagar sem transformar a casa própria em uma preocupação todos os meses.
Esse planejamento não exige uma planilha complicada. O primeiro passo é anotar a renda líquida, que é o dinheiro que realmente entra na conta depois dos descontos. Em seguida, devem ser listados os gastos fixos, as dívidas e as despesas que variam ao longo do mês.
Depois, é preciso incluir os custos da nova casa. A prestação não virá sozinha. Condomínio, IPTU, água, energia, internet, transporte e manutenção também farão parte do orçamento.
Quem compra na planta precisa acrescentar os pagamentos feitos durante a obra. Sinal, parcelas mensais, valores intermediários e correções previstas no contrato devem ser analisados como um conjunto.
A reserva financeira também tem uma função importante. Mesmo quando a entrada está organizada, ainda haverá mudança, móveis, instalações e imprevistos. Usar todo o dinheiro disponível para concluir a compra pode fazer a família recorrer ao cartão logo depois.
Orçamento disponível
Os bancos costumam trabalhar com um limite de comprometimento da renda para calcular a prestação. Em algumas linhas, esse percentual pode chegar a 30% da renda bruta familiar.
Esse é um limite usado na análise de crédito, e não uma recomendação de quanto toda família deveria pagar. Para algumas pessoas, uma prestação próxima desse percentual pode funcionar. Para outras, gastos com filhos, saúde, transporte ou dívidas tornam esse valor pesado.
A regra mais segura é olhar para o dinheiro que sobra, e não apenas para o percentual que o banco aceita. Some a futura prestação aos gastos da nova casa e veja quanto permanecerá disponível para alimentação, saúde, lazer, educação e reserva.
Também faça a conta pensando em um mês difícil. Uma despesa médica, um conserto ou uma queda temporária na renda não deveriam colocar imediatamente o financiamento em risco.
Comprar um imóvel exige compromisso, mas não deve obrigar a família a interromper toda a vida ao redor da prestação.
Simulação de financiamento
A simulação mostra uma primeira estimativa do financiamento. Nela, são informados dados como renda, idade dos compradores, valor do imóvel, entrada, prazo e possível uso do FGTS.
O resultado ajuda a entender quanto poderá ser financiado e qual seria a prestação inicial. Ainda assim, a simulação não representa uma aprovação definitiva. O banco precisará conferir a renda, consultar as dívidas, analisar os documentos e avaliar o imóvel.
No simulador da Engelux, você escolhe o empreendimento de interesse e informa alguns dados para iniciar o atendimento. A equipe pode explicar o fluxo de pagamento disponível para a unidade e orientar os próximos passos da análise.
Nos imóveis em construção, a entrada pode ser dividida durante a obra, conforme as condições comerciais do projeto. Essa divisão facilita a organização, mas todas as parcelas precisam ser somadas. Uma mensalidade pequena pode estar acompanhada de sinal e pagamentos intermediários maiores.
O banco é responsável pela aprovação do financiamento e pelas condições finais do crédito. Por isso, a orientação da equipe ajuda a organizar a compra, mas não substitui a análise da instituição financeira.
Como escolher o imóvel ideal e não cair em armadilhas?
O preço costuma ser o primeiro filtro de quem procura o primeiro apartamento, mas não deveria ser o único. Um imóvel mais barato pode aumentar o gasto com transporte, exigir móveis sob medida ou ter um condomínio difícil de pagar.
A localização precisa ser avaliada pela rotina. Faça o trajeto até o trabalho, a escola e os lugares mais usados pela família. Veja as opções de transporte, o comércio, os serviços de saúde e o tempo gasto nos horários de maior movimento.
A planta também merece atenção. Não basta saber quantos metros quadrados o apartamento possui. Imagine onde ficarão cama, sofá, mesa, geladeira, máquina de lavar e armários. Observe se as portas atrapalham a passagem e se existe espaço para guardar os objetos da casa.
Outro ponto é o histórico da construtora. Pesquise obras entregues, projetos em andamento, responsáveis legais e a forma como a empresa apresenta o avanço da construção. Uma trajetória longa não dispensa a leitura do contrato, mas oferece mais elementos para comparação.
O Aura Jaçanã é um exemplo de projeto que pode ser analisado por esses critérios. Localizado no Jaçanã, na Zona Norte de São Paulo, o empreendimento oferece plantas de um e dois dormitórios com varanda.
O projeto também reúne espaços como brinquedoteca, churrasqueira, fitness, lavanderia, pet place, salão de festas, quadra, bicicletário e áreas de convivência. Para quem está começando a vida em um imóvel próprio, essa estrutura pode ajudar a concentrar atividades dentro do condomínio.
O comprador precisa analisar a planta, os trajetos, o preço da unidade, a estimativa de condomínio e as condições de pagamento. Um bom projeto é aquele que funciona para quem vai morar, e não apenas aquele que reúne uma lista grande de itens.
Documentação necessária para a compra
A quantidade de documentos pode assustar no começo, mas a maior parte deles serve para responder a perguntas simples: quem está comprando, quanto recebe e se consegue assumir o contrato.
A relação exata muda conforme o estado civil, o tipo de renda, o financiamento e o uso do FGTS. Os documentos mais pedidos costumam ser:
- RG, CPF ou outro documento oficial aceito;
- comprovante de residência;
- certidão de nascimento, casamento, divórcio ou documento de união estável;
- comprovantes de renda;
- declaração e recibo do Imposto de Renda, quando solicitados;
- extratos bancários e documentos da atividade, no caso de autônomos;
- extrato do FGTS, caso o saldo seja usado;
- documentos do companheiro ou dos demais participantes da compra.
Quem trabalha com carteira assinada costuma apresentar holerites. Autônomos podem precisar de extratos, notas fiscais, recibos e contratos. Microempreendedores e empresários também podem apresentar declarações do negócio, pró-labore e comprovantes das retiradas.
Em uma compra na planta, a incorporadora também precisa apresentar os documentos do projeto, como o registro da incorporação, o memorial descritivo, as plantas e o contrato. Uma empresa organizada facilita o acesso às informações e orienta a entrega da documentação, mas o comprador continua tendo o direito e a responsabilidade de ler o que assina.
Quando houver dúvida sobre uma cláusula ou obrigação importante, buscar orientação jurídica independente pode trazer mais segurança.
O passo a passo do processo de compra (do "Sim" até as chaves)
Conhecer a ordem das etapas ajuda a diminuir a ansiedade. Os detalhes mudam conforme o empreendimento e a forma de pagamento, mas a compra costuma seguir um caminho parecido.
1) Proposta
A proposta registra o interesse do comprador em uma unidade e apresenta as condições iniciais da negociação. Nessa etapa, aparecem o preço, o valor de entrada, o fluxo de pagamentos e outras informações comerciais.
Em alguns casos, pode haver uma reserva para manter o apartamento separado durante um período. Antes de pagar, confira por quanto tempo a unidade ficará reservada e o que acontece com o dinheiro caso a compra não continue.
A reserva não substitui a análise de crédito nem garante o financiamento. Leia as condições de devolução e evite assumir outros compromissos financeiros antes de entender todo o processo.
2) Assinatura do contrato de compra e venda
O contrato transforma as condições negociadas em obrigações para o comprador e para a incorporadora. Ele deve informar a unidade, o preço total, o fluxo de pagamento, os índices de correção, o prazo da obra e o que será entregue.
Leia também as regras para atraso no pagamento, cancelamento, transferência do contrato e alterações no projeto. O memorial descritivo precisa estar de acordo com as informações apresentadas durante a venda.
A transparência não está na quantidade de páginas, mas na possibilidade de o comprador entender o que está assumindo. Se uma cláusula parecer confusa, peça uma explicação por escrito antes da assinatura.
Nos projetos da Engelux, as condições dependem da unidade e do empreendimento escolhidos. Por isso, a leitura deve ser feita com base no contrato real.
Cartório de Notas e Tabelião
O Cartório de Notas é responsável pela escritura pública quando esse documento é necessário. A escritura registra a vontade das partes e formaliza a compra, mas ainda não muda sozinha o nome do proprietário na matrícula.
Em muitas compras financiadas, não existe uma escritura pública separada. O contrato assinado com o banco pode ter força de escritura pública e ser levado diretamente ao Cartório de Registro de Imóveis.
Por isso, não é correto incluir automaticamente um custo de escritura em toda compra financiada. A forma do documento dependerá da linha de crédito e do contrato.
Quando a escritura for necessária, o valor do cartório será calculado conforme a tabela do estado e o preço do imóvel. O tabelião também verificará documentos pessoais, dados do imóvel e o pagamento ou a dispensa do ITBI.
4) Cartório de Registro de Imóveis
O registro é a etapa que coloca a aquisição na matrícula do imóvel. É nesse momento que o comprador passa a constar oficialmente como proprietário.
Na compra financiada, o registro também informa que o imóvel está ligado ao financiamento e serve como garantia da dívida. Enquanto o contrato não for quitado, essa garantia continua registrada.
O comprador precisa pagar os emolumentos do registro e apresentar a documentação exigida. Quando se tratar da primeira aquisição residencial financiada pelo SFH, deve solicitar a análise do desconto de 50% previsto em lei.
Em apartamentos na planta, o registro final da unidade costuma acontecer quando a obra está concluída, a matrícula foi individualizada e o contrato de financiamento ou o documento definitivo de compra pode ser registrado.
Até lá, o contrato de compra e venda protege os direitos do comprador, mas não deve ser confundido com o registro final da propriedade.
O mapa dos custos envolvidos na primeira compra
O preço do apartamento é o maior valor da compra, mas não é o único. Antes de assinar, a família precisa saber quais impostos, serviços de cartório, seguros e gastos da mudança entrarão na conta.
Alguns valores são pagos perto do registro, enquanto outros aparecem no financiamento ou depois das chaves. A data e o cálculo mudam conforme a cidade, a forma de pagamento e o contrato.
ITBI
O ITBI é o imposto municipal cobrado na transferência do imóvel. Cada município define suas alíquotas, seus descontos e as situações de isenção.
Em São Paulo, não existe um único desconto aplicado apenas porque a pessoa está comprando seu primeiro imóvel. Há regras diferentes conforme o valor da unidade e a forma de financiamento.
Em 2026, imóveis residenciais dentro do limite municipal de R$ 245.527,77 podem ter isenção quando as condições previstas pela Prefeitura são atendidas, inclusive em situações de primeira aquisição. Como esse valor é atualizado, ele deve ser conferido no momento da compra.
Nos financiamentos pelo SFH de imóveis de até R$ 725.808, a Prefeitura aplica uma alíquota de 0,5% sobre a parte financiada até o limite de R$ 120.968 e 3% sobre o restante da base de cálculo. Esses limites são os valores de 2026.
A base usada pela Prefeitura e os detalhes da operação podem alterar a conta. Por isso, o ITBI deve ser simulado com os dados do imóvel, e não calculado apenas como uma porcentagem simples do preço.
O pagamento costuma ser necessário antes do registro do documento que transfere a propriedade. A equipe responsável pela compra pode orientar a emissão da guia, mas o imposto é uma obrigação do comprador.
Escritura e registro
Escritura e registro não são a mesma coisa. A escritura, quando necessária, formaliza a compra. O registro coloca essa compra na matrícula e torna o comprador oficialmente proprietário.
Em financiamentos imobiliários, o contrato bancário costuma substituir a escritura pública. Nesse caso, o principal gasto de cartório será o registro do contrato, além de outros atos necessários.
Na primeira aquisição residencial financiada pelo SFH, os emolumentos dos atos relacionados à compra podem ter redução de 50%. O benefício não cobre o ITBI e precisa ser solicitado ao cartório.
Os valores mudam conforme o estado, o preço do imóvel e os atos realizados. Por isso, não existe um custo médio nacional confiável. A melhor forma de planejar é pedir uma estimativa ao cartório responsável pelo endereço do imóvel.
Taxas de cartório e Seguro residencial
Além do registro, o cartório pode cobrar por certidões, averbações e outros atos necessários. Nem todos aparecerão em toda compra, por isso a previsão precisa ser feita com base na situação concreta.
No financiamento, também existem seguros obrigatórios. Os mais comuns são o seguro por morte ou invalidez permanente do comprador que participa da renda e o seguro para danos físicos no imóvel.
Esses seguros fazem parte do custo do financiamento e aparecem no Custo Efetivo Total, o CET. Eles não devem ser confundidos com um seguro residencial completo para móveis, eletrodomésticos, roubo, incêndio ou responsabilidade civil.
O seguro residencial mais amplo é opcional, mas pode ser útil depois da mudança. A família deve comparar as coberturas e decidir se o custo faz sentido para sua realidade.
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Financiamento: opções inteligentes para o 1º imóvel
O financiamento permite pagar uma parte do imóvel ao longo de muitos anos. Em troca, o comprador arca com juros, seguros e outros custos incluídos no contrato.
A melhor proposta não é necessariamente aquela com a menor prestação inicial. Prazo, taxa, CET, sistema de pagamento e valor total financiado precisam ser analisados juntos.
Um prazo maior diminui a prestação, mas mantém a dívida por mais tempo e pode aumentar o custo final. Uma entrada maior diminui o financiamento, mas não deveria consumir toda a reserva da família.
MCMV e financiamento habitacional
Em 2026, o Minha Casa, Minha Vida atende famílias urbanas com renda bruta mensal de até R$ 13 mil.
A Faixa 1 vai até R$ 3.200; a Faixa 2, até R$ 5 mil; e a Faixa 3, até R$ 9.600. O MCMV Classe Média atende famílias com renda de até R$ 13 mil.
As Faixas 1 e 2 podem receber subsídio na linha financiada, conforme a renda, a localização e as regras da compra. A Faixa 3 e a Classe Média não recebem o mesmo desconto, mas possuem condições próprias de crédito.
O programa não dispensa a análise do banco. A instituição verificará renda, dívidas, idade, documentos e valor do imóvel antes de aprovar o financiamento.
Também não é necessário fazer uma inscrição municipal para financiar uma unidade disponível no mercado. O comprador escolhe o imóvel, apresenta os documentos e contrata diretamente com a instituição financeira, desde que cumpra as regras.
Usando o FGTS
O FGTS pode ser usado como parte da entrada ou para diminuir o valor financiado quando o trabalhador, o imóvel e o contrato atendem às regras.
Em geral, é necessário somar pelo menos três anos de trabalho sob o regime do FGTS, mesmo que em períodos ou empresas diferentes. Também existem restrições relacionadas a outro financiamento habitacional e à propriedade de imóvel no local onde a pessoa mora ou trabalha.
Na compra de um imóvel em construção, o saldo costuma ser usado no momento do financiamento bancário, quando ocorre o repasse. Por isso, ele não deve ser considerado como dinheiro disponível para qualquer parcela da entrada sem confirmação.
Depois da contratação, o FGTS também pode ser usado para diminuir a dívida, reduzir o prazo ou o valor da prestação, quitar o saldo ou pagar parte das parcelas, conforme as regras.
O uso precisa fazer parte de uma conta maior. Aplicar todo o saldo na compra pode ser vantajoso, mas a família ainda precisará de dinheiro para documentação, mudança e primeiros gastos da casa.
Dicas para reduzir parcelas
Uma entrada maior é uma das formas mais diretas de diminuir o financiamento e a prestação. Ainda assim, ela só faz sentido quando não deixa a família sem reserva.
Outra possibilidade é escolher um prazo maior, sabendo que isso pode aumentar o custo total. A comparação deve ser feita pelo CET e pelo valor final, e não apenas pela parcela do primeiro mês.
Depois da contratação, pagamentos extras ajudam a diminuir o saldo devedor. Essa prática é chamada de amortização. Dependendo do contrato, o comprador pode escolher entre reduzir o prazo ou diminuir o valor das prestações.
Reduzir o prazo costuma gerar uma economia maior de juros, enquanto diminuir a prestação pode aliviar o orçamento mensal. A melhor escolha depende da situação da família naquele momento.
O FGTS, o décimo terceiro, uma parte das férias ou outros valores extras podem ser usados nas amortizações, desde que a reserva de segurança seja preservada.
Dicas para evitar endividamento e escolher a melhor rota
O endividamento aparece quando a família assume a prestação máxima, usa toda a reserva na entrada e descobre depois que ainda precisa pagar cartório, mudança, móveis e condomínio.
Nos imóveis em construção, o atraso pode aumentar o período em que o comprador paga aluguel e parcelas ligadas à compra. Esse é um risco importante, mas não é o único. Perda de renda, aumento de despesas e mudanças na aprovação do financiamento também podem afetar o planejamento.
Escolher uma construtora experiente diminui parte da incerteza porque permite analisar entregas anteriores, estrutura e forma de acompanhamento da obra. Porém, nenhuma empresa responsável deveria prometer que jamais enfrentará um imprevisto.
A proteção vem do conjunto: histórico da construtora, contrato claro, obra registrada, planejamento financeiro e reserva para os meses mais difíceis.
Durante a construção, evite assumir novos empréstimos e grandes parcelas no cartão. O banco poderá analisar novamente a renda e as dívidas antes de liberar o financiamento final.
Também acompanhe a obra, leia os comunicados e mantenha seus documentos atualizados. Quanto mais cedo uma mudança financeira for percebida, maior será o tempo para ajustar o plano.
Checklist de Ouro e recursos úteis
A primeira compra possui muitas etapas, mas alguns cuidados concentram grande parte da segurança. Antes de assinar, use este checklist para verificar se os pontos principais foram analisados:
- Pesquise a construtora: confirme tempo de atuação, CNPJ, obras entregues e projetos em andamento;
- Confira o registro da incorporação: um apartamento na planta só pode ser vendido depois do registro dos documentos exigidos;
- Analise a unidade: observe planta, posição, andar, preço, classificação e itens de entrega;
- Leia o memorial descritivo: confirme materiais, instalações e áreas comuns;
- Organize os documentos pessoais: identificação, estado civil, renda, residência e FGTS;
- Simule o crédito: use renda e entrada verdadeiras, sem contar com valores ainda não confirmados;
- Some todos os pagamentos: inclua sinal, parcelas mensais, valores intermediários, correções e saldo final;
- Prepare a reserva: considere ITBI, registro, mudança, móveis e primeiros gastos;
- Visite o decorado: use-o para entender a planta, mas confirme a entrega no memorial;
- Leia o contrato: tire dúvidas antes de assinar e peça que informações importantes fiquem registradas.
O checklist não elimina a necessidade de orientação, mas ajuda a família a conduzir a conversa e perceber quando alguma informação importante ainda está faltando.
Casos especiais e dúvidas legais
Comprar um imóvel usado diretamente de outra pessoa exige a análise da matrícula, das dívidas, dos vendedores e de possíveis pendências judiciais ou fiscais. Esses cuidados evitam que o comprador assuma um problema ligado ao imóvel ou à venda.
Na compra na planta, a análise é diferente. O comprador precisa verificar o registro da incorporação, o terreno, o projeto, a empresa responsável e as regras do contrato.
Comprar diretamente de uma construtora com experiência pode tornar o processo mais organizado, mas não zera o risco jurídico. Nenhuma compra de imóvel deve ser feita sem conferir os documentos.
O registro do memorial de incorporação é especialmente importante. Ele reúne documentos do terreno, do projeto, dos responsáveis e da futura construção. A incorporadora só pode vender as unidades futuras depois de cumprir essa etapa.
Também é necessário observar se o apartamento é HIS, HMP ou de mercado livre. Em São Paulo, unidades HIS e HMP possuem limites de renda e regras de venda, locação e uso que continuam valendo depois das chaves.
Uma empresa transparente apresenta essas informações antes da reserva e permite que o comprador compreenda as regras da unidade escolhida.
Perguntas frequentes sobre primeiro imóvel
As respostas abaixo tratam das dúvidas mais comuns, mas o contrato, o banco e o cartório precisam confirmar as condições da compra real.
Posso usar o FGTS para pagar as taxas de cartório?
O FGTS é usado no pagamento do imóvel ou do financiamento, conforme as regras. Ele não costuma ser liberado diretamente para pagar ITBI, registro ou outras despesas de cartório. Esses valores precisam ser previstos separadamente.
Autônomo consegue financiar o primeiro imóvel?
Sim. O banco pode analisar extratos, Imposto de Renda, notas fiscais, contratos, recibos e outros documentos que mostrem a renda. O mais importante é que os valores sejam verdadeiros, tenham origem clara e apareçam com alguma frequência.
O que é o desconto de 50% no registro?
É uma redução prevista para os emolumentos dos atos de cartório ligados à primeira aquisição residencial financiada pelo SFH. O desconto não vale automaticamente para ITBI, seguros ou tarifas bancárias e deve ser solicitado ao Cartório de Registro de Imóveis.
Seu primeiro apartamento está na Engelux
A primeira compra de imóvel é um passo importante porque une uma decisão financeira longa a um novo momento da vida. Por isso, ela não deve começar com pressão, promessas absolutas ou informações que só aparecem depois da assinatura.
O comprador precisa conhecer o apartamento, o contrato, os pagamentos e a empresa que ficará responsável pela obra. Uma escolha segura acontece quando a renda, a planta, a localização e o prazo apontam para o mesmo caminho.
Desde 1974, a Engelux constrói e incorpora empreendimentos em São Paulo. São mais de 298 projetos, mais de 39 mil moradias entregues e mais de 2,9 milhões de metros quadrados construídos. Essa experiência oferece uma história que pode ser pesquisada por quem está prestes a comprar sua primeira casa.
O Aura Jaçanã foi pensado para diferentes momentos da vida, com plantas de um e dois dormitórios com varanda e áreas comuns para convivência, lazer, exercícios e serviços do dia a dia.
Conheça o Aura Jaçanã, analise as plantas e veja quais unidades combinam com seus planos. Depois, faça uma simulação e converse com a equipe para entender o fluxo de pagamento e os próximos passos.
A compra do primeiro imóvel não precisa ser um salto no escuro. Com informação, planejamento e uma construtora cuja experiência pode ser verificada, cada etapa se torna mais clara até a entrega das chaves.




